2.12.07

A cor Índigo








































A cor Índigo entrou na minha vida por acaso e passou a fazer parte dela porque nunca mais a poderei esquecer ou ignorar…

Para aqueles que melhor me conhecem, para os que lidam mais comigo, deixo um conselho: Tenham a paciência bem carregada e leiam este post até ao fim :)

Desde sempre reconheço em mim a capacidade de atribuir importância aos meus sentidos. E desde sempre lhes reconheço o poder de decisão e de influência que têm sobre mim. São os meus guias, os meus alertas. São eles que absorvem ou rejeitam a realidade e a ficção. São eles que me dão sinais. Ou melhor, são eles que reconhecem os sinais. Sempre fui uma pessoa impulsiva e reconheço que isso nem sempre (ou quase nunca) é uma qualidade… Mas sou, talvez em quantidade equivalente, muito intuitiva também.

Há pouco tempo, fiz uma descoberta sobre mim mesma que me surpreendeu. Foi num encontro para um café com a minha irmã de coração que ela me chamou a atenção e me despertou o sentido para mim mesma.

[Eu tenho uma irmã de coração, uma irmã que me conhece como ninguém e que me reconhece. Uma amiga que é a irmã que eu soube escolher.]

Falou-me de um livro que eu devia ler porque, tal como acontecia com ela desde sempre, eu poderia reconhecer nesse livro muitas das minhas características como pessoa. Características das quais ela partilha, talvez a outro nível, e que nós sempre debatemos em conversas infinitas. Mas que nunca soubemos que podiam ser identificadas daquela maneira e num livro que, para além da identificação, dá também uma explicação.

De repente comecei a ler-me. A ler o porquê daquilo que muitas vezes nós duas não conseguíamos explicar ou transformar em palavras… De repente, tinha uma justificação para várias situações que muitas vezes partilhámos com um sentimento de incompreensão de nós mesmas.

Hoje posso dizer que sou uma adulta Índigo. Posso dizer, porque me li e me reconheci no livro que a minha irmã do coração me aconselhou a ler.

Com 26 anos descobri-me. Não foi tarde, foi na altura certa. Foi no momento da minha vida em que eu estava, de facto, preparada para esta descoberta. Durante muitos anos reconhecia em mim determinadas capacidades ou melhor, eu prefiro chamar-lhes características, que não sabia explicar e por isso ignorava ou pura e simplesmente rejeitava.

Não é fácil passar estes anos todos a tentar disfarçar ou esconder qualquer coisa que não sabemos explicar aos nossos amigos ou familiares. Aliás, só a minha irmã e mais uma outra amiga têm conhecimento desta minha descoberta recente.

Agora ficam a saber: Eu sou uma adulta Índigo. Não sabem o que isso significa? Eu também não sabia… Tive que fazer pesquisa, tive que comprar livros e ler muito. E, para ser sincera ainda hoje estou em fase de conhecimento… não cheguei (nem acredito que chegue) ao conhecimento absoluto, estou só no início.
Mas reconhecer-me como tal é apenas o primeiro passo. E eu acabei de dar esse passo. O caminho agora é longo, demorado.

Afinal de contas, havia (mas eu não sabia e se sabia no fundo do meu ser, negava) uma explicação para eu já saber que é o RFA ou a Pipinha a ligarem para mim, mesmo sem estar perto do telemóvel, por exemplo… E quando eu atendia o dito cujo e dizia: “Ia mesmo agora ligar para ti” era mesmo isso que ia acontecer… há mais exemplos, mais situações diferentes com outras pessoas, mesmo pessoas que eu nem conheço.

Há uma explicação para eu ter uma janela favorita, para eu ter todas as actividades que tenho em simultâneo, para eu pensar da forma que penso, dizer o que digo e da forma que digo… Mas, isso, eu só sei ou só reconheço agora.


Agora que aqueles que me leram chegaram aqui ao fim do texto, quero agradecer a paciência e o tempo. Agora podem até afirmar que já conhecem um pedaço de mim que desconheciam. Em caso de dúvidas, podem sempre fazer pesquisa como eu :)
Ou então podem aguardar por posts seguintes que de certo vão surgir aqui no blog Da Sereia* e que podem dizer mais coisas bonitas.

6 comentários:

Sónia disse...

Azul.
Porque o mar é azul...
Porque o céu é azul...
Porque a Aura é desse azul.
És assim minha IRMÃ do coração, minha querida amiga, minha eterna confidente, meu anjinho azul*

Sereia* disse...

E se não fosses tu, não saberia que era assim... ou melhor, sabiamos as duas, mas sem saber de facto, só instintivamente.

Obrigada, IRMÃ*

Anónimo disse...

Dia 6 de Dezembro... um dia que não é indiferente. O dia índigo. Vagueava por aqui na net a perguntar-me se serei índigo? Penso que ninguém poderá dar a resposta, porque não me conhecem, porque no fundo essa resposta está dentro de mim. Escrevo aqui para me encontrar, para vislumbrar esse azul, que questiono, que procuro... mas não sei se o achei.

Sereia* disse...

Caro anónimo,
Obrigada pela visita. Não faço ideia de como chegou até ao blog Da Sereia* mas ainda bem que chegou.
É verdade que só nós nos podemos dar essa resposta. Eu precisei ler livros e fazer pesquisa para saber o que é isso de ser-se índigo. Depois passei à fase de negação, de seguida à da identificação e, por fim, à consciência de que sim, sou índigo.
O Link neste blog: Azul Índigo, pode ser-lhe útil, mas também pode ir a uma loja Fnac (passo a publicidade gratuita) e comprar um ou dois livros sobre o assunto. Boa leitura e boas respostas*

mundo azul disse...

Ao ler o teu artigo, lembrei-me de um "poema". Se puderes dar uma vista de olhos vai a : http://azuldoarcoiris.blogspot.com

Mundo Azul*

milka disse...

Bom dia Sereia!
Me perdoe a intromissão-tb li atéo final,mas se vc puder me add ou me sugerir algum site q tb ainda estou na busca do autodescobrimento-e parece que ainda tudo eh pouco- bjss

milkalog@hotmail.com