30.12.07

Ano Novo de Sereia*


Alfa e Ómega, here they are!

“Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará…
A vida vem em ondas Como o mar…
Num indo e vindo infinito.

Tudo o que se vê não é
Igual ao que gente viu há um segundo,
Tudo muda o tempo todo, No mundo
Não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo, Agora
Há tanta coisa lá fora,
Aqui dentro, Sempre

Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

Como uma onda no mar”


A música maravilhosa do Caetano Veloso
e a ilustração do cd do Santana, inspiram-me.

Que o novo ano seja cheio de ondas
e que as ondas da vida
tragam muitas coisas boas
e levem as más
* Feliz Ano Novo 2008 *

26.12.07

Entre o Natal e o Ano Novo

O Natal já passou e o Ano Novo caminha a passos largos até chegar ao momento em que se torna realidade e verdade em nossas vidas. Expectantes assistimos à partida, à transformação de presente em passado. Ao mesmo tempo em que assistimos à chegada do futuro. Lembro uma frase de uma música do Sérgio Godinho:

“E vem-me à memória uma frase batida:
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida…
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida…”

23.12.07

Natal de Sereia*



Este ano não tive tempo para escrever as dezenas de postais de Natal que adoro enviar a todos os amigos nesta altura, por isso deixo aqui no blog Da Sereia* a minha mensagem de Natal para todos os que tiveram a paciência de clicar no link que vos enviei…

Este Natal, quero pedir uma prenda especial.
Eu sei, as prendas que pedimos no Natal são todas especiais… eu sei! Mas esta é mais especial para mim.
Conseguem imaginar o que é que pode ser “mais especial” para uma Sereia?

Vou dar umas pistas…
Uma Sereia tende a pedir coisas ambíguas, coisas deste mundo e do outro, coisas que têm razão de ser no elemento Terra e no elemento Água, coisas cujos objectivos não são evidentes à vista desarmada. Resumindo, coisas que podem existir e vir a ser e, ao mesmo tempo, nunca serem vistas, mas antes sentidas.

Já conseguem entender onde quero chegar? Ainda Não?
O meu pedido especial é…

Que todos ouçamos mais o coração e os nossos sentidos.
Neste Natal, quero que o meu pinheiro tenha a forma de um coração, do meu coração.
É nele que quero pendurar os meus sentidos e os meus sentimentos.
Os meus sentidos que me guiam e me iluminam a cada dia, a cada momento.
E os meus sentimentos que me transformam e me fazem ficar transparente ou colorida quando estou na presença ou na ausência de todas as pessoas que já estão no meu coração há muito ou há pouco tempo.

Mas o meu pedido especial é ainda maior do que isto… É que todos façam o mesmo. Fechem os olhos por alguns minutos e, em silêncio, respirem calmamente. Deixem o vosso coração e os vossos sentidos comandarem esses minutos que se vão seguir e, sem pensar em nada de concreto, deixem fluir as cores e os laivos de sombra e luz que vão chegando aos vossos olhos fechados.

E, como se tivessem a sonhar, conseguem ver que há uma porta que podem escolher abrir ou não. Se escolherem abrir, imaginem o fundo do mar… sintam o bater do coração acelerar ou acalmar… sintam essa vibração que parte do centro de vocês mesmos e que vai espalhar-se por todo o corpo.
Como é bom sentir que temos energia a circular por todo o corpo!
Como é bom estar no fundo do mar! Como são bonitas as cores e como é bonita a harmonia dos que habitam na ondulação da água. É como um embalo. Um embalo que vocês começam agora a sentir também no vosso corpo.

É com essa vibração que todos temos cá dentro e com esse embalo das ondas do mar que quero que fiquem preenchidos os vossos corações.

É este o meu pedido muito especial para este Natal e o meu desejo maior, para mim e para todos os que tiveram a paciência de clicar no link que enviei e de ler este post até ao fim.

É este o Natal que uma Sereia pede para si mesma e para todos os seres aquáticos e terrestres, mas também para outros seres mais distantes ou mais próximos, mais ou menos visíveis, de todos os universos*

19.12.07

Espírito Natalício

É Natal!
Natal?
Sim, não sabias que era Natal?
Não… é Natal?
Sim, é Natal!
Natal?
Sim, Natal!
Mas qual Natal?
Natal! Natal!!!
Mas, Natal???
Sim, Natal!
Mas, Natal porquê?
Epá, porque é Natal!!!!
Tens a certeza de que é Natal?
Epá, é Natal sim senhor!!!
Mas, como é que sabes que é Natal?
Epááá! Sei! É NATAL!!!!
Mas que Natal?
O Natal, Natal! Todos os anos chegamos a esta altura e é Natal.
Todos os anos é Natal?
Sim!
Então porque é que é Natal este ano outra vez????
PUFFF!!!!
Se no ano passado foi Natal e no outro antes foi Natal e se há três anos foi Natal e se há dez anos também foi Natal… Por que é que é Natal???
No calendário diz que é Natal e toda a gente diz que é Natal…
No calendário diz que é Natal e toda a gente diz que é Natal???
SIIIMMM!!!
Mas por que é que toda a gente diz que é Natal???
Porque É NATAL!!!!!!
Mas Natal, porquê?
Porque sim!
Ah, porque sim! Agora toda a gente diz que é Natal e pronto, é Natal! Amanhã se toda a gente disser que é Carnaval… é Carnaval! E se depois de amanhã toda a gente disser que vamos todos de férias??? Vamos todos de férias???
Não. É só no Natal!
Mas…

17.12.07

Luz e Sombra

Sou apenas sombra.
Tu és luz.


Caminho misturada com outras sombras e com outras luzes, que não são a minha sombra nem a minha luz.


Porque só posso existir se tu existires. Só tu podes fazer com que eu seja visível, perceptível.

Então, espero que existas, que apareças, que te faças brilhar, luzir...
Espero pelo momento em que tu te dês a conhecer, para que eu possa, de facto, existir. Espero pela tua luz quente que me vai envolver, como se fosses um sol.

Até lá, não sou nada. Nem sombra.
Não tenho existência confirmada.
Ninguém sabe, porque ninguém viu.

Sou apenas alma. Alma à espera de luz.
E é a tua luz que me vai dar forma e vida e cor.

11.12.07

Este post é para ti "anónimo" do Mundo Azul*


E a foto também é para ti*

Neste momento da vida, nesta altura do ano, nesta estação do ano, nesta fase da lua, não sei… o que quer que se chame este momento em que me encontro…

É nestes dias que ficam deitados por terra pensamentos que por vezes temos em que supomos ser pessoas diferentes dos outros. Diferentes no pensar, no agir, no falar, no sentir. Se penso que podia ser diferente… desço das alturas, caio no chão estatelada e , quando abro os olhos do desmaio, percebo que estou no chão e não sou nada. Ou melhor, sou o que os outros são.
Dói quando se cai, custa a levantar depois de se cair.
Mas também percebo que o chão é o meu apoio. É nele que me apoio para me levantar… É nele que assento os meus pés todos os dias, quer caia, quer não caia.
O chão só nos mostra a realidade, ele não tem culpa de quando caímos.

Nov. 2003

Eu sempre achei que tudo o que me acontece tem uma razão, sempre achei que as coisas não acontecem por acaso, assim sem mais nem menos… Principalmente as coisas más. E, ás vezes, consigo sair dos acontecimentos com o pensamento positivo:

“há males que vêm por bem”

Por muito que eu não entenda qual é o lado positivo de certas coisas que acontecem, por muito que me custe a aceitar tantas coisas injustas, por muito que me falte o lado racional que tudo explica e a tudo atribui causas e efeitos… tento dar a volta, tento fugir aos dramas e às catástrofes finais, semelhantes aos grandes filmes ou às grandes tragédias. Tento pôr os pés no chão, sentir que tenho os pés apoiados nalguma coisa, olho em frente… e, mesmo que não veja nada durante um longo período de tempo, tento continuar a caminhar. Muitas vezes sem saber para onde, outras a saber que corro riscos…
Sei que não vivo num sonho e isso é o suficiente para não me deixar levar pelos sonhos dos outros. É suficiente para aceitar as coisas que me acontecem, justas ou injustas, e para seguir.
Há uma frase que diz:

“Quando perderes, não percas a lição”

E eu vou tentando aprender, vou tentando ganhar lições…
Nem sempre é fácil aprender a lição;
Nem sempre é fácil perder…
Principalmente quando se perde muitas vezes e/ou muitas coisas.

Março de 2004

8.12.07

Amor

No livro da Rosa Lobato de Faria, "O Sétimo Véu", O Vasco diz à Joana:


“…que consta nos astros, nos signos, nos búzios, eu li num anúncio, eu vi nos espelhos, está no evangelho, garantem os orixás, dizem os autos, os dogmas, as bulas,
Consta na pauta, na carne, está no seguro, mandei fazer um cartaz, passou na novela, picharam no muro, serás o meu amor, serás amor a minha paz”


Chico Buarque

Lindo!
Depois de se ler estas palavras mágicas, tudo parece elevado a uma perfeição eterna, parece que tudo está em sintonia e tudo nos diz uma só verdade. Uma verdade que parece imensa e nos traz a tranquilidade que a magia das palavras sabe trazer. É fantástico o Chico Buarque.

Julho/2004

Arco-Íris





“SOMEWHERE OVER THE RAINBOW,
SKYS ARE BLUE
AND THE DREAMS THAT YOU DARE TO DREAM
REALLY DO COME TRUE”


O arco-íris deixa o meu coração
Mais tranquilo e
Torna os sonhos realidade.
Mesmo que não seja a minha realidade
Mesmo que esses sonhos não sejam os meus.


7 Cores que o sol e a chuva transformam
Num arco-íris colorido gigante

Que nos abraça
A cada vez que surge
No céu.


Um abraço mágico e
Raro. Gostoso de se sentir apenas no olhar.

E, inevitavelmente, bem no fundo do meu coração.

Para SEMPRE
Para Sempre
Num “para sempre” ETERNO
Como aquilo que procuro e nunca encontro…

Para que nunca se resuma à felicidade
Aquilo que eu vivo ou sinto.

2.12.07

A cor Índigo








































A cor Índigo entrou na minha vida por acaso e passou a fazer parte dela porque nunca mais a poderei esquecer ou ignorar…

Para aqueles que melhor me conhecem, para os que lidam mais comigo, deixo um conselho: Tenham a paciência bem carregada e leiam este post até ao fim :)

Desde sempre reconheço em mim a capacidade de atribuir importância aos meus sentidos. E desde sempre lhes reconheço o poder de decisão e de influência que têm sobre mim. São os meus guias, os meus alertas. São eles que absorvem ou rejeitam a realidade e a ficção. São eles que me dão sinais. Ou melhor, são eles que reconhecem os sinais. Sempre fui uma pessoa impulsiva e reconheço que isso nem sempre (ou quase nunca) é uma qualidade… Mas sou, talvez em quantidade equivalente, muito intuitiva também.

Há pouco tempo, fiz uma descoberta sobre mim mesma que me surpreendeu. Foi num encontro para um café com a minha irmã de coração que ela me chamou a atenção e me despertou o sentido para mim mesma.

[Eu tenho uma irmã de coração, uma irmã que me conhece como ninguém e que me reconhece. Uma amiga que é a irmã que eu soube escolher.]

Falou-me de um livro que eu devia ler porque, tal como acontecia com ela desde sempre, eu poderia reconhecer nesse livro muitas das minhas características como pessoa. Características das quais ela partilha, talvez a outro nível, e que nós sempre debatemos em conversas infinitas. Mas que nunca soubemos que podiam ser identificadas daquela maneira e num livro que, para além da identificação, dá também uma explicação.

De repente comecei a ler-me. A ler o porquê daquilo que muitas vezes nós duas não conseguíamos explicar ou transformar em palavras… De repente, tinha uma justificação para várias situações que muitas vezes partilhámos com um sentimento de incompreensão de nós mesmas.

Hoje posso dizer que sou uma adulta Índigo. Posso dizer, porque me li e me reconheci no livro que a minha irmã do coração me aconselhou a ler.

Com 26 anos descobri-me. Não foi tarde, foi na altura certa. Foi no momento da minha vida em que eu estava, de facto, preparada para esta descoberta. Durante muitos anos reconhecia em mim determinadas capacidades ou melhor, eu prefiro chamar-lhes características, que não sabia explicar e por isso ignorava ou pura e simplesmente rejeitava.

Não é fácil passar estes anos todos a tentar disfarçar ou esconder qualquer coisa que não sabemos explicar aos nossos amigos ou familiares. Aliás, só a minha irmã e mais uma outra amiga têm conhecimento desta minha descoberta recente.

Agora ficam a saber: Eu sou uma adulta Índigo. Não sabem o que isso significa? Eu também não sabia… Tive que fazer pesquisa, tive que comprar livros e ler muito. E, para ser sincera ainda hoje estou em fase de conhecimento… não cheguei (nem acredito que chegue) ao conhecimento absoluto, estou só no início.
Mas reconhecer-me como tal é apenas o primeiro passo. E eu acabei de dar esse passo. O caminho agora é longo, demorado.

Afinal de contas, havia (mas eu não sabia e se sabia no fundo do meu ser, negava) uma explicação para eu já saber que é o RFA ou a Pipinha a ligarem para mim, mesmo sem estar perto do telemóvel, por exemplo… E quando eu atendia o dito cujo e dizia: “Ia mesmo agora ligar para ti” era mesmo isso que ia acontecer… há mais exemplos, mais situações diferentes com outras pessoas, mesmo pessoas que eu nem conheço.

Há uma explicação para eu ter uma janela favorita, para eu ter todas as actividades que tenho em simultâneo, para eu pensar da forma que penso, dizer o que digo e da forma que digo… Mas, isso, eu só sei ou só reconheço agora.


Agora que aqueles que me leram chegaram aqui ao fim do texto, quero agradecer a paciência e o tempo. Agora podem até afirmar que já conhecem um pedaço de mim que desconheciam. Em caso de dúvidas, podem sempre fazer pesquisa como eu :)
Ou então podem aguardar por posts seguintes que de certo vão surgir aqui no blog Da Sereia* e que podem dizer mais coisas bonitas.

1.12.07

Há dias felizes...


... e hoje foi um dia feliz!



Um coração verde por cada coração que fez o meu dia feliz.


E ainda sobram uns corações para os que não poderam ou não quiseram ou não souberam que podiam unir os seus corações aos nossos :)