4.3.08

FAROL

Hoje resolvi postar um sinal, um caminho, uma direcção.
Hoje postei uma foto que tirei a um FAROL.


É uma espécie de guia virtual para quem anda perdido, para quem não se encontra, para quem procura qualquer coisa, para quem não sabe onde está ou para onde vai.

Um farol.











No blog Da Sereia* quero que um dia possam encontrar um farol em qualquer post que tenham lido ou venham a ler. Não falo de um farol a sério como o da fotografia que tirei no Cabo da Roca.
Falo de um farol imaginário e virtual. Um farol que não se vê. Um farol que pode aparecer dentro de vocês mesmos depois de lerem as minhas palavras ou depois de verem uma fotografia.
Hoje foi a vez do Farol. Lembrei-me do uso que os homens do mar sempre lhe deram e ainda lhe dão. Lembrei-me de como um farol é importante nas nossas vidas. E na minha, principalmente, porque sendo Sereia*, ganho um brilho nos olhos quando olho para um farol luminoso.
Por isso, deixo uma fotografia para se poderem lembrar, sempre estiverem meio-perdidos, que existe em nós um farol que nos guia. A intuição, o coração, a razão, o cheiro, o sabor, o olhar, o sentir.
Cada um tem o seu farol. Cada um tem a sua forma de se guiar, de se orientar ou ocidentar, de procurar e de achar, de ver ao longe e ao perto.
Mas tenho de admitir que muitas vezes preciso destes farois exteriores, destes estímulos, destas referências. Trazem cor à minha vida, trazem alguma luz, diferente da que tenho nos meus faróis interiores.
Deixo neste post o desejo que todos encontrem sempre os guias certos, interiores e exteriores, nos momentos da vida que mais precisarem deles. E que, mesmo quando não sintam a necessidade de os ver ou sentir, saibam da sua existência e do seu paradeiro.
Porque os farois guiam todos os dias e todas as noites das nossas vidas. Quer os dias sejam de sol quente e luminosos, quer sejam cinzentos de nevoeiro, quer tenham chuva à mistura e as noites podem ter todas as luas e estrelas ou podem não te nenhuma.
Haverá sempre um farol.
Sereia*
Acho sempre que ninguém perde tempo a ler o meu blog, o próprio nome do blog não é um nome que chame a atenção.
Mas, ao mesmo tempo, não é isso que me move.
O blog Da Sereia* foi criado para ser lido, de facto, e eu continuo a escrever... Mesmo que os comentários não cheguem, mesmo que não haja interessados naquilo que escrevo.
Isto dos blogues tem essa vantagem, não é necessário "vender" nada, como nos jornais ou nas revistas, para mostrar as contas finais. Escrevo sempre para que possam ler-me livremente.
Agradeço aos que me lêem sempre, aos que me lêem às vezes, aos que raramente me lêem e ainda, antecipadamente, aos que nunca me leram e que um dia sem querer vierem aqui parar e sem querer comecem a ler qualquer coisa...
Espero que gostem. A mim dá-me um gozo enorme.

2 comentários:

Pipinha disse...

A mim dá-me muito gozo ler o que escreves porque transmites, através da tua escrita, a beleza que tens no teu interior! Gosto bué de ti! E tenho sempre tempo para ler o que escreves.
Beijinhos e abraço apertadinho.

Sereia* disse...

Brigada, amiga :)