31.8.08

Regresso ao futuro

Olho para trás.
Não muito longe, aliás.

Aqui atrás. Já, aqui, a morder o meu calcanhar.
E consigo ver que o tempo passou e eu não fiz o que me prometi.
faltei à minha promessa a mim mesma.

Sinto-me desiludida e vazia quando penso nisso dessa forma.

Estive de férias um mês, tinha planos para todo o mês que não consegui concretizar.
Tenho que reconhecer a minha culpa total nisto.
Tenho que bater no peito e dizer para mim mesma "mea culpa".

Quase à porta das férias, jurei que ia ter tempo para mim mesma e para poder fazer os milhares de coisas que tinha para fazer e tratar. Separei tempo para arrumar, para comprar, para escrever, para ler, para mudar, para escolher o que queria guardar.
Cheguei ao primeiro dia de férias cansada fisica e psicológicamente, decidida a abrandar o ritmo que me impunha há um ano, ou há dois... já nem sei ao certo...

Cheguei estafada. Podre de cansada. Incapaz de continuar por mais tempo.
Olhei para mim e, quase irreconhecível, decidi que os dias que ia passar de férias iam ser dias de Paz.
Paz dentro e Paz fora. Paz para mim e para os que me rodeiam.
Paz.
Desde o momento em que acordasse até depois de adormecer.

Agora que as férias terminam dentro de poucas horas, percebo que não foi nada disso que aconteceu.
As coisas aconteceram à velocidade da luz, as decisões alteraram os planos anteriormente feitos e os acontecimentos sucederam-se assim: zzzzzzzttttt!!!!

Foi tudo a correr.
Não houve tempo para pausas, nem para fazer NADA do que queria e precisava.
As prioridade alterarm-se a meio. E, mal cheguei de viajem, cedi a dois convites para estar com amigos. Coisa que já não sabia o que era há um montão de tempo.

E pronto. Aqui estou eu. Sempre a voar a uma velocidade super-sónica.
Tenho mesmo que abrandar. Não é por este caminho veloz que quero seguir.

Mas o inevitável momento do regresso ao trabalho está a curtas horas de distância.
É amanhã. É já. É agora.

Regresso ao futuro...

30.8.08

Águia Azul




"Eu presevero com o fim de criar

Transcendendo a mente

Selo a saída da visão

Com o tom cósmico da presença

Eu sou guiado pelo poder da autogeração"



"Tenho a energia e o poder de atravessar a terra para recordar e despertar tudo o que sou"

19.8.08

Anedota do Sr. Abrantes ;)

Óh menina Sereia*,
por acaso... não tem uma irmã vestida ao contrário, não???

;)

É a única anedota de Sereias* que conheço.
Foi o Sr. Abrantes que contou, salvo erro, no magusto.
Nunca mais me esqueci.

:)

Sometimes...



Sometimes I run...





Sometimes I hide...





Sometimes one is not enough

17.8.08

No Teu Poema




No teu poema
existe um verso em branco sem medida,
um corpo que respira em céu aberto,
janela debruçada para a vida.

No teu poema
existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura,
e aberta uma varanda para o mundo.

Existe a noite,
O riso e a voz perfeita, a luz do dia,
a Festa da Senhora da Agonia e o cansaço
do corpo que adormece em cama fria.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva, a luta
de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
existe o grito e o eco da metralha
a dor que sei de cor mas não resigno
e os passos inquietos de quem falha.

No teu poema
existe um canto-chão alentejano
a rua e o pregão duma varina
e um barco a soprar a todo o pano.

Existe um rio,
o canto em vozes juntas, vozes certas
canção de uma só letra
e um só destino a embarcar
no cais da nova nau das descobertas.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risci, a raiva, a luta
de quem cai ou que resiste
que vence ou adoremece
antes da morte.

No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo mais que ainda me escapa...
E um verso em braco à espera do futuro...


José Luis Tinoco

Esta noite sonhei II

Sonhei que o meu cavaleiro andante viajava pelas dunas
e que me procurava em cada pôr-do-sol…





Viajou milhares e milhares de anos
O caminho era este, a estrada era outra…





Na baínha do casaco trazia um presente para me oferecer





Rosas esculpidas pelo vento e pelo tempo.
Rosas secas, pétalas fósseis guardadas desde o princípio dos tempos





No meu sonho o céu era branco como cal e tinha muitas estrelas coloridas
Outras vezes, o céu era sustentado por colunas muito altas





Havia muitas portas, quase todas de um azul bonito











Um dessas portas esperava, entreaberta, que eu entrasse
Mas eu não entrei.




Escondi-me no alto do minarete
De uma das janelas parecia que se via o infinito
O que parece não acabar nunca. Mas não era o infinito


Era o deserto que me chamava
Era aquele alaranjado que me dizia que fosse, que me dizia que sim
O horizonte da cor do deserto é assim…





Estarrecida, contemplei a beleza e a grandiosidade
que é estar perante aquela areia macia
que nos envolve em todo o redor…
E, em silêncio, ouvir aquelas palavras que a natureza nos diz
quando se mostra assim nua, despida de tudo.





E o Sol desceu…




E a Lua subiu…
Num ritual que se repete pelos séculos dos séculos
Numa sequência de luz e de escuridão iluminada





Nesses momentos,
Há miragens que nos chegam…
Como se fossem espíritos anciãos
Dispostos a dançar connosco uma dança de lua cheia e de fogueira acesa
E nos acenam num adeus.





Acordei.


(leia-se: voltei)

Ecplise




Em noite de eclipse parcial da Lua,
deixo uma fotografia da Lua no Deserto.

Uma Lua ainda com alguma luz solar,
ainda sem as estrelas a brilhar.
Valeu a pena ver este lado do mundo!

É lindo!

16.8.08

À Boazona e cá da zona ;) lembras-te?

Minha querida Amiga,

Hoje escrevo já passa da hora... ainda é hoje, mas já não é hora.
Estive a pensar nos anos que passaram... são muitos. São bons de serem pensados a esta distância.
Minha Amiga, hoje foi o teu dia. Hoje é a tua noite.
Deste lado do oceano penso em ti e desejo que sejas feliz.
Falei contigo hoje, daquela maneira que se tem de falar com quem está longe.

Espero que o dia tenha sido bonito, com todo o meu coração a pensar que foi, de facto, bonito.


Penso em ti e lembro das inevitáveis idas ao teatro. Foste tu que me pegaste o bicho maior das idas ao teatro, embora eu sempre tivesse gostado.
Lembro-me de ir ver a mesma peça de teatro duas vezes seguidas na mesma noite. Lembro-me de tentarmos lutar contra a demolição do nosso querido Parque Mayer, de termos escrito cartas ao Ministro da Cultura e ao Presidente da Câmara... e de um abaixo-assinado...

Lembro-me do teu fascínio pela arte de representar, da tua luta e da desistência de lutar contra as marés. Foi pena, achava que podias voar alto e um dia, para te encorajar e homenagear ofereci-te um poema: Pega nas tuas asas e voa... Era assim.

Se penso mais em ti consigo chegar ás gargalhadas constantes, aos passeios de fim-de-semana, aos telefonemas com muitas horas de conversa. Foi muita coisa partilhada, forma muitos anos.

És forte, sempre foste. És carinhosa com quem te rodeia e cuidadosa e atenciosa. És amante de seres felinos, seres de caprichos e de personalidade forte. Tens uma paixão enorme por relógios, que não é secreta. E por sapatos e roupas de inverno e jóias. E tens aquele bicho que te mordeu para seres especialmente atenta a pessoas mais velhas de corpo, mas não de mente.

Partilhamos o gosto por um bom livro e por uma boa música. E por chocolate :)

Quantos anos passaram?
Não interessa o número. Interessa que estamos aqui. Que estás aqui. Aí onde estás.
Onde sempre estiveste, principalmente quando eu mais precisei. SEMPRE.

Tinhas alcunhas de Boazona e de Jennifer e fazíamos o galheteiro contigo no meio no pátio da escola :)

Tanto que rimos juntas, mas tanto!
E também choramos. O bastante.

Minha querida Amiga,
Queria só dizer e registar que gosto muito de ti.
Que a distância, como vês, não me faz esquecer de muitas coisas boas que vivemos juntas. Apesar da minha memória me faltar... há coisas que não posso nem quero esquecer.

Das férias em Aveiro e em Milfontes. Dos postais com sóis, dos livros da Rosa Lobato de Faria, da tua Simone de Oliveira, das festas de aniversário surpresa, dos magustos na quinta do teu avô.

É bom saber que és minha amiga. É bom saber que estás bem, que mais um ano passou e que o teu caminho está a ser feito por ti. Como tem que ser.

Feliz Aniversário, minha Amiga felina.
Feliz Aniversário, Sónia*

15.8.08

Regresso de uma partida

Voltei.

Enchi o peito de coragem, e voltei.
Que é o mesmo que respirar fundo, encher os pulmões e esvaziá-los a seguir.

Tenho tanto para mostrar do tanto que vi e gostei!

Não hoje.
Não agora.
Agora, só para dizer que voltei.

Amanhã.
Amanhã imagens e palavras.

4.8.08

À Peste

Este post é para ti, PESTE!!!

Nunca me vens visitar nem comentar o meu blog, mas hoje vou obrigar-te a clicares e a entrares neste mar, quem sabe nadar um bocadinho pra esticar os ossos ;P

Hoje tinha mesmo que te dedicar umas palavras.
Não te vejo porque as 'Amálias' desta vida foram de tal modo importantes que não te largam faz um tempão.

Não faz mal. Quer dizer, faz. Mas, vou fingir que não faz.
Não! Não vou fingir!
Queria mesmo ver-te hoje e dar-te um abraço gigante. Poder olhar nos teus olhos quando te desse os Parabéns.

Na verdade, a ausência dos últimos tempos deixa saudades de um passado muito sorridente e cheio de boa disposição.
Acho mesmo que o passar dos anos te tornaram mais sereno e menos Peste! Mas é normal... afinal conhecemo-nos em plena adolescência :) altura em que fazemos os maiores e os melhores disparates e partimos para a guerra diária contra tudo e contra todos.
Lembro-me de desenhares o diabo da tansmania e de fazeres um aquário para a área escola com a morfologia da serra de Sintra em plasticina ou esferovite (isso já não me lembro :s)
Lembro-me dos vários pedidos de desculpas aos professores a meio da aula, da ameaça de saída eminente: "desculpe s'tora, não se volta a repetir!!!"

Lembro-me de teres ido para a tropa, de nunca mais te ver e de enviarmos cartas de circunstancia um ao outro, pra saber notícias. No fundo ficou sempre uma amizade muito querida. Passámos anos sem nos vermos e depois assim do nada, mas sem qualquer coincidência o destino voltou a unir-nos. Já não me lembro do quando e do porquê.

Olho para trás e talvez seja a única do grupo 'da outra turma' que ficou mais próxima do grupo 'da tua turma'. Foi bom ficar próxima de vocês estes anos todos. Foi bom estar em momentos que provavelmente não seriam partilhados com mais ninguém 'da outra turma' :)

Depois... há o "amardinhamento" de uma união muito especial, da qual me orgulho MUITO! Também esse dia foi um dia feliz para mim, consegui ver tanta gente feliz, todos a comemorarem contigo a partilha do teu Amor. Vi dois amigos muito queridos a sorrir de plena felicidade e isso não tem comparação com mais nada, não tem preço nem lugar a repetições. Aceitei o convite com medo de errar, porque nunca me tinha acontecido ser mardinha. Mas fui!

Gosto muito de Ti, minha Peste querida!!!
Tinha mesmo que te dizer que tenho muito orgulho em ser tua amiga e ter-te como amigo. Tens um lugar gigante no meu coração.
Quero sempre dar-te os Parabéns pelo ser humano maravilhoso que és, pela tua capacidade de organização, pelo fantástico sentido de humor, pelas saídas das piadas mais loucas, assim... da boca pra fora, no momento certo.
Quero poder sempre dar-te um abraço enorme (diferente do de hoje, que não dei...) e com ele comemorar estes anos fantásticos que tenho passado na tua companhia.
Quero poder partilhar muitos mais momentos de férias e de aventura com rafting ou sem canyoning, com mergulhos em alferrecas ou com chuva a cantaros nos parques de campismo desta vida. Ver as tuas belas ideias para desenrascar qualquer situação, comer dos teus cozinhados maravilhosos, tirar muitas fotografias...
Mas, acima de tudo, quero poder ver sempre o teu sorriso de orelha a orelha.





Numa subida à Serra de Sintra em plena véspera de Natal, ficaste assim a ver a vista.
Desculpa colocar aqui uma foto tua, não queria. Mas acho que mereces ser visto. Até porque a tua imagem de PESTE é reconhecida mundialmente e, assim, quem ler vai ter que acreditar quando te chamo PESTE!
Sê sempre assim feliz, como és agora. E conta sempre comigo para te ajudar nesse caminho de felicidade (quer dizer, acho que já dei um empurrãozinho fixe ;P), porque as PESTES, por mais Pestes que sejam... também têm dias difíceis :)

FELIZ ANIVERSÁRIO, meu amigo!
Daqui de longe, daqui do meu mar, com ondas de saudades (porque não te vejo há um tempão, por minha culpa) com muitos grãos de areia nos olhos.
Hoje é o teu dia!
Beijos*

1.8.08

É tempo de feriar :)





Meus amigos, peixes e peixas desta vida que é um mar salgado e doce, com ondas e sem ondulação, com mais ou menos espuma nos dias, com areia mais ou menos quente...

É chagado o meu primeiro dia de férias :) sim!
Foi hoje. Sem horários para cumprir, sem pressa para chegar, sem pressa para sair.
Que bom que é!!!

Tenho uma semana para tratar de coisas da vida de Sereia*, estar com peixes que não vejo faz tempo e depois parto.
Parto para longe, de viajem, de mala aviada, de máquina fotográfica em punho, de protector solar no bolso (porque sou uma Sereia branquela :)), de óculos escuros e acompanhada por amigos divertidos.

Vou lá conhecer novas terras com 'estórias' antigas para contar. Vou lá ver como é. Vou lá provar daquele sal que nunca provei, daquelas ondas onde nunca mergulhei.
Vou experimentar nadar em mar de barco alheio, vou derivar...

E quando voltar mostro imagens de como foi lá ir :)
Pode ser???
Não sei quando volto a este mar,a este blog. Talvez na segunda quinzena.

Por isso, até lá... não estranhem a minha ausência e o meu silêncio.
Vou cantar para outros ouvidos e vou ouvir sons que nunca ouvi.

Agradeço a todos a vossa passagem por este estreito, a vossa descida ocasional deste mar (não sei que nome lhe dar... se morto, se vermelho, se...)à velocidade de cruzeiro, a vossa vinda para ver as vistas.

Voltem sempre.
Haverá sempre mar salgado e ondas para rebentar aos nossos pés.

Beijos a todos vocês. TODOS!

Ah! E para quem, como eu estiver em época de feriar...
BOAS FÉÉÉÉÉÉÉRRRRRIIIIAAAAAAAASSSSSSSS!!!