10.12.09

às vezes não me apetece atravessar o rio. às vezes a ponte não me parece o caminho a seguir. e às vezes o rio é tudo o que quero ver seguir.

fico assim, parada, quieta, a ver o rio passar. escolho a margem deste lado, excluo a outra margem das hipóteses possíveis e sento-me na beira a ouvir o rio correr na minha frente.

às vezes as pontes são a única saída. nem que seja para percebermos que a saída é exactamente não sair do mesmo lugar. nessas alturas, é o rio que passa e nós concluimos que o melhor é ficar.

1 comentário:

Maria Clarinda disse...

Como eu gosto de ler ...o que escreves.
Jhs