24.7.11

Do Infinito



Porque há infinitos na nossa vida que não podemos ingnorar.
Porque a qualidade de infinito não se pode aplicar a tudo, nem a todos, nem sempre, nem nunca.
Porque há infinitos que nos (a)parecem desenhados no céu escuro da noite, pelas luzes.
E outros, que o dia mostra e nós nem sempre vemos.
Porque o infinito na vida pode ser em cada momento, a cada instante.
Porque cada infinito destes, captados todos num só instante, tem uma correspondência em mim que eu quero guardar para sempre. Assim.

20.7.11

Cada palavra é um pedaço do universo.
Um pedaço que faz falta ao universo.
Todas as palavras juntas formam o Universo.

José de Almada- Negreiros, Valor das Palavras
‎* ♥ *

I can't stop dreaming, I can't stop singing tonight
I can't stop dreaming, I can't stop painting the sky*
You know I, I belog here, I feel good here
I can't stop dreaming of the moon tonight*

* ♥ *

7.7.11

Ao Avô que eu escolhi

O dia nasceu bonito, o céu de um azul maravilhosos e eu amanheci decidida a ir comprar 2 prendas para duas pessoas especiais. Levei a Bolota a passear e toca o telefone. Alguém precisava de ajuda urgente.
Fui ajudar... E tu não me respondeste. Percebi nesse momento que os meus pensamentos da noite anterior sobre a tua partida, tinham deixado de ser apenas pensamentos. Tu tinhas, de facto, partido. Os teus 92 anos e a tua debilidade física estavam aos poucos a dizer-me que estavas perto de partir. Mas eu... tenho este problema com as partidas definitivas. Raramente as aceito de ânimo leve. Eu sei que estás em paz e que o teu corpo descansa agora sem as dores a que foste obrigado a habituar-te. Eu sei que tu esperavas e, quase arrisco a dizer, desejavas que este dia de céu azul chegasse. Chegou. A tua voz rouca e os teus olhos verdes, o teu cabelo, desde sempre, branco e a tua serenidade vão sempre ficar na minha memória. As conversas de fim de tarde ou de meio da manhã, sentados no muro, na beira da estrada, a ver os carros passar ou sentados no banco de madeira à sombra... Outras vezes, eu passava e perguntava, depois dos beijinhos, "como é que isso vai?" e tu respondias invariávelmente: "Mal ou bem, tudo é ir..."
O Amor que sempre recebi, já o disse aqui depois da Pabia ter partido antes de ti, era o Amor de um Avô. E eu sempre me senti vossa neta.
Posso dizer que o afecto era mútuo e que foi sempre o que nos uniu.
Se eu tive um Avô, foste sempre tu*